Liberdade de Imprensa com Marcelo Rech

Na noite gelada da última terça-feira (31) recebemos o jornalista Marcelo Rech em nossa sede do Instituto Cultural para uma verdadeira aula sobre Liberdade de Imprensa. Tema de extrema relevância na sociedade atual e que faz parte da agenda das atividades propostas pela programação da Embaixada e Consulado Norte Americano.

Rech foi durante 27 anos diretor de redação do Grupo RBS, e hoje atua como consultor. Presidente da ANJ, é membro do comitê executivo da World Association of News Publishers e vice-presidente do Fórum Mundial de Editores, o qual presidiu entre 2015 e 2017. É membro também de diferentes conselhos, como o Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária (Conar), da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) e do Conselho Executivo de Normas Padrão (Cenp).

O evento teve como foco principal a importância dos veículos de comunicação para a população. Segundo Marcelo Rech, o jornalismo tem que colaborar para o desenvolvimento da sociedade. Essa deve ser a nossa responsabilidade ética – Ele ainda salientou que o futuro do jornalismo está em perigo, em função da poluição informacional gerada pelas fake News e propagadas pelas grandes empresas de tecnologia.

 

Fake News

“No processo de produção das big techs (Facebook, Google, Microsoft…), essas grandes plataformas de tecnologia, elas acabaram produzindo um efeito colateral que é a chamada poluição social representada pela desinformação, as fake news, e o discurso de ódio. Creio que não fosse o objetivo delas que isso acontecesse, mas o fato é que aconteceu e é extremamente grave para o mundo todo”. Para ele as próprias empresas precisam ajudar a “despoluir o ambiente” investindo em veículos de comunicação. E o jornalista tem papel fundamental nesse processo

Por fim, Rech também comparou a legislação brasileira com a dos Estados Unidos no que se refere à garantia constitucional de proteção à fonte. — Nos Estados Unidos, não raro, um jornalista vai preso por não revelar sua fonte. Nesse sentido, o Brasil está mais avançado — comentou. A responsabilidade social e a ética do jornalismo também foram discutidas no encontro.

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