Halloween: de celebração pagã ao maior festival não cristão dos Estados Unidos

A festa virou um grande símbolo dos Estados Unidos, superando Dia dos Namorados e Páscoa

Hoje, o Halloween é uma festa que lembra muito os Estados Unidos e suas tradições, doces, brincadeiras e festivais. Porém, a real origem do Dia das Bruxas data do século XVIII, com o povo celta. E mudou bastante de lá para cá!

Para os historiadores, o ponto de partida é um antigo festival pagão dos celtas chamado Samhain, que significa “fim do verão”. Esse festival, realizado no dia 31 de outubro, seria uma homenagem ao Rei dos Mortos e tinha como características principais as fogueiras e a fartura de comida, pois ocorria logo após a época de colheitas. A celebração também simbolizava a passagem do ano celta, que iniciava no dia 1ª de novembro.

À época, os celtas acreditavam que os mortos se levantavam de suas tumbas e se apoderavam dos corpos dos vivos. Para poderem se defender desses espíritos malignos, eles usavam fantasias e artefatos sombrios. Justamente por isso, e também por ser pagã, durante a Idade Média, a Igreja passou a condenar a celebração. Para desqualificá-la, eles a chamaram de “Dia das Bruxas”.

 

Hallow Eve

Para tentar acabar com o caráter pagão da festa, e também em uma tentativa de cristianizar a celebração, a Igreja alterou em seu calendário o Dia de todos os Santos. Passou do dia 13 de maio a 1º de novembro, data em que se festejava o Samhain. Dessa forma, tradições pagãs e cristãs acabaram se misturando e ganhando novas formas ao longo dos anos. Foi a partir daí que surgiu o nome Halloween: hallow (santo) e eve (véspera).

 

 

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O Halloween moderno e a chegada aos Estados Unidos

O modelo de festa que se fixou nos dias de hoje começou a surgir entre 1500 e 1800. As fogueiras ganharam ainda mais importância por serem usadas na queima do joio, além de simbolizar o rumo que as almas cristãs deveriam seguir no purgatório ou então para expulsar bruxas e pestes.

Comer também era uma tradição muito forte. Foi nessa época que surgiu o hábito das crianças passarem de porta em porta enquanto cantavam e rezavam para as almas dos mortos. Elas recebiam bolos em troca.

Foi durante a Grande Fome, na Irlanda de 1845, que milhares de pessoas migraram para os Estados Unidos, levando consigo tradições, costumes e histórias. Ao longo do tempo, essas tradições foram sendo disseminadas e conquistando os norte-americanos. O espantalho, hoje tão característico do halloween dos Estados Unidos, surgiu como decoração do Dia das Bruxas porque eles eram usados na agricultura de milho, muito importante para o país no século XX.

 

 

Foi nos Estados Unidos que a abóbora se tornou o maior símbolo do halloween. A lenda conta que um ferreiro chamado Jack foi mais esperto que o diabo, vagando por aí como um morto-vivo. Isso  deu origem às luminárias em forma de abóboras. A tradição “doces e travessuras” também surgiu na era moderna.

Nos dias atuais, o Halloween é sem dúvida o maior feriado não cristão dos Estados Unidos. Começou com uma celebração pagã na Irlanda do século XVIII, atravessou o oceano, passou por transformações e hoje possui mais de um significado: celebração dos mortos, época de colheita, fim do verão no hemisfério norte e, obviamente, uma bela oportunidade para que adultos e crianças brinquem e se divirtam.

 

 

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